- Ele: Já pensou?
- Ela: No quê?
- Ele: Que talvez eu seja tudo o que te faltava?
- Ela: Não.
- Ele: Ah.
- Ela: Mas estou começando a gostar da idéia.
Eu preciso me foder, pra entender o que eu mesma sinto de verdade. Depois de falar merda, de dizer o que não acha, de erguer a cabeça em um tom presunçoso, de chutar e ser chutada, que eu finalmente entendo. Sinto muito não ter visto tudo isso antes. De ter feito as coisas de forma diferente, antes. De ter te dado um certo valor que você sempre pediu, mesmo nunca tendo dito isso antes. É, eu sei. Culpa minha e do meu orgulho.
Do mesmo jeito que quando eu chutei, vim aqui escrever, desta vez não pode e seria injusto da minha parte, se eu não viesse aqui escrever tumém. Por que é fácil apontar o possível erro alheio, mas assumir o próprio, essa porra é a que dói. Sinto muito. Agora eu vejo que a culpa e a merda é toda minha. Pena que a dor não. Pena que você sente dor comigo. Pena que eu lhe causei essa dor. Pena que é física essa merda também. Sinto muito não ser mais amena, Panço. Sinto muito não ser menos orgulhosa. Sinto muito vários “sinto muito” irônicos que te dei anteriormente. Sinto muito por você me amar (Sério. Amar um bicho do mato feito eu não deve ser lá muito fácil. E obrigada.).
Sinto muito também não ter te escrito mais cartas de amor do que cartas de raiva. Nunca escrevi tudo o que queria te escrever, mas sempre escrevi mais do que disse. E você merecia ouvir. Todas as vezes que ficava me olhando, merecia ter ouvido “Você é a coisa mais importante do meu mundo”. E de fato é mesmo. Eu é que sou uma filha da puta de marca maior, que precisa não de um toque que tá fazendo merda, mas uma porrada. Na cara. Pra tirar sangue. Moralmente falando, digo.
Eu te amo, Wagner Barongello! Eu te amo desculpe, mas eu te amo. Desculpe ter ido falar com você com a desculpa de que eu precisava de ajuda de trabalho (Haha, de um estranho, quase quatro anos mais velho), mas talvez seria algo que eu não conseguisse evitar. Ou conseguisse, mas não queria. Por que gostava de você, já. Ô vida ingrata! Homem nenhum merece conhecer uma futura namorada que usava bonés e chuteiras. Desculpe por isso também. Se bem que naquele dia em especial eu tava sem boné.. Mas de chuteiras… Tava de chuteiras?. E ah! Obrigada por ter ficado de recuperação de história. Se não fosse a sua recuperação… Pode parecer que tô escrevendo em tom de brincadeira, mas não é. Pelo contrário, cá estou eu chorando já. Já não, ainda. Ando melancólica, você sabe.
Ando melancólica por que colocaram a mão no que é meu! E por que quem “colocaram” é visivelmente uma canditda melhor do que eu. Desculpe por você ter apostado suas fichas numa canditada ruim feito eu. ‘Tá, que eu fosse bonitinha anos atrás, conheces bem o ditado “por fora bela viola…”. Mas se não tivessem colocado a mão no que é meu, provavelmente eu nunca acordaria desse maldito transe em que me meti. É, cabeça dura é cabeça dura. Então obrigado a ela. A ela, à menina, não à cabeça dura.
E incrivelmente, mesmo depois de tudo, você ainda tem os braços abertos pra mim. Pra otária aqui. Pelo amor de deus, que esses braços nunca fechem. Sério. Morro por dentro com a hipótese. Mesmo às vezes dando uma de forte e dizendo com o queixo erguido que eu não preciso de você, ou que o que você faz não me afeta ou coisas parecidas, no fundo você deve saber que eu faço isso de mole e de fraca que sou por dentro. De trouxa, antes de tudo. Por que fazer isso com quem se ama chega a ser vil da minha parte. E por mais que eu não saiba demonstrar isso, é a você quem eu amo. Amo, Belly. Amo de doer. Amo de chorar. Amo de me descabelar em raiva de mim mesma por não saber fazer nada diferente além disso. E me descabelar uma segunda vez, por que você não vê que te amo. De tão bicho do mato que sou. Se tão moleque. De tão filha da puta.
Tenho raiva de mim dos outros textos. Dos de protesto em que falei que não me caso e não tenho filhos. Filhos eu não teria por medo. Por que não há lugar melhor no mundo, do que longe dele. Por que eles viriam pra cá pra se foder. Ironicamente, não quero ter filhos, por amor a eles.
Fim dessa merda. Não escreverei mais nenhum post. Sinto muito pelo tempo que vocês perderam lendo essa joça. Desculpem aí, seguidores e seguidoras completamente doentes da cabeça, obrigada pelos elogios e talz, mas esse é o fim. E desculpem aí também os que não me seguem, mas me leem periodicamente. E para aqueles que me tem no msn e que falam comigo… Nada pra vocês, vocês tem é problemas.
E Panço.. AMO VOCÊ ENLOUQUECIDA E DESENFREADAMENTE. MESMO DEPOIS DESSES SEIS ANOS. OBRIGADA POR ME AGUENTAR. POR FAVOR, TENTE ME AGUENTAR PELO RESTO DA VIDA E SE CASE COMIGO. E DESCULPE, MAIS UMA VEZ.
Fim dessa porra.
Tumblr não atualizado não por vagabundice, mas exatamente pelo contrário!
Ando trampando.
Fotos dos trampos aparecerão logo menos. =) Ou não. Hahahaha :p
Pra quê? Pra que dar Oi, perguntar se tá tudo bem, querer saber da vida alheia, perguntar como vai a mãe, como é que foram as férias? Pra quê? Pra que toda essa educação que nos foi ensinada pra depois o assunto morrer quando os dois responderem que vão bem e que a família tá ótima? Educação é só uma introdução exagerada nem sempre com propósito.
Prefiro que venha sem educação. Que não me dê Oi, que não me cumprimente. Prefiro que ao contrário disso, já venha me dizer pra quê veio. Ou que sentiu minha falta. Nada de introduçõezinhas bestas não! Prefiro propósitos à educação. Tenho aversão à educação militarizada. Falar do tempo é melhor do que perguntar se eu vou bem. Se eu tiver bem, vai estar na minha cara e na minha voz que estou. Se não, vai estar também. Coisas que é melhor se perceber, do que se perguntar. Silêncio em certas horas, vale ouro. Que fiquem me encarando por quinze minutos e não me perguntem se estou bem! Mais verdadeiro. E ainda é capaz de você perceber alguma coisa que nem eu tinha percebido.
Ou, se o propósito for só puxar assunto, só pra jogar conversa fora, uma trivialidade vai bem. Uma risada do nada também. Risadas do nada puxam qualquer assunto a qualquer hora. Risadas do nada fazem o que uma trivialidade não faz. Empolgação desnecessárias são bem vindas também. O tipo de coisa que faz o outro te achar um idiota e engrenar numa conversa fodida por horas e horas sobre tema algum, a respeito de nada.
E são essas conversas a respeito de nada, sobre tema algum, puxada por um idiota que ri e se empolga do nada, é que são do caralho. Perguntar se vai tudo bem é coisa de gente que tem medo de pararecer esse idiota e acabar roubando um coração sem querer.
Talvez a gente devesse perceber que certos palhaços nunca tiram a maquiagem.
Talvez eu seja louca. Talvez o Mundo seja louco! Talvez eu nem exista de verdade. Talvez seja tudo uma ilusão. Talvez eu sofra de dupla personalidade. Talvez você sofra de dupla personalidade. Talvez. Talvez, mas só por causa do talvez eu seja louca de verdade. Talvez… Quem conhecer esse aí, que me apresente!
Eu te entrego. Entrego o diabo que você quiser então. Entrego, não quero ouvir um “não, obrigada” como resposta e nem ver você pertanejar enquanto recebe. Estou te entregando, porra não tá vendo?! Só aceite. E sorria. Sim, estou exigindo que você sorria e que me abrace depois, quando ver o tamanho do pacote.
Te entrego tudo logo de uma vez. Aqui está. Não está vendo? Está tudo aí, na sua cara! Tudo o que eu queria te dar, já dei. Agora venha, me abrace.
Aqui está meu tudo. Meus futuros filhos, meu futuro choro de saudades, meu futuro casamento. Meu futuro carro, minha futura casa e minhas futuras férias. Taí, tudo aí.
Tudo o que planejo pra mim, tudo nas tuas mãos. Por que logo percebi que meu futuro não será nada se meu futuro não for como o seu. Se meu futuro filho, não for teu futuro filho. Se meu choro de saudades, não for o teu choro de saudades. Se meu casamento não for também o teu. Se minhas coisas também não forem as tuas. Logo percebi.
Então aqui está, tudo de uma vez. Te dou a mão e fecho os olhos quantas vezes você pedir.
Só por favor, que quando meu futuro virar presente e depois passado, que você não me deixe.
Robôs não podem criar. Não pondem pintar, não podem cantar ou fazer uma música nem que seja de dois acordes. Não podem! Por que dependeriam de uma coisa chamada criatividade e essa característica pelo menos até hoje, é exclusivamente humana. Podem cortar carne, subtituir o ser humano para fazer compurtadores, podem calcular Pi com dez mil casas decimais, mas criar alguma coisa a partir do zero, isso eles ainda não podem.
Eu também não. Mesmo não feita em larga escala, de processadores e pics, eu também não posso. Não inventaria algo bom mesmo se aprendesse a tocar violão a partir desse exato momento em que vos escrevo (nota: Violão esse, feito por um desses robôs). Sinto, mas talvez eu também seja um robô. Aliás, retiro o que disse sobre o talvez, eu também sou um robô. Mentalidade produzida em larga escala, para consumir o inútil e aceitar de braços abertos qualquer ladainha que o mundo quiser me oferecer. Desde a escola. Nos conduziram a nos tornarmos robôs, mesmo que tenhamos nascido apenas animais dependentes da mãe, como a maioria de todos os outros mamíferos.
Produzida em uma metrópole, com um nome, um modelo e uma família designada a me consumir. Minha família é grande, de acordo com o padrão que se estabelece na cultura ocidental de quase não se ter filhos. Filhos: Modelos 2.0 dos pais. Pais: robôs que em dez ou vinte anos começarão a apresentar defeitos de uso, mas serão insubstituíveis. Defeitos esses, que serão reparados pelos convênios ou pelas oficinas públicas que na teoria deveriam tratar qualquer robô que precisasse de reparos. E que na teoria não poderia deixar nenhum dos robôs da Grande Fábrica - que também atende pelo nome de sociedade - morrer na fila.
Mas eu tenho uma coisa que os robôs não tem. Sou feita do que eles não são, vejo da forma que não veem. Pelo menos ainda não, digo. Tenho o direito de escolha e o direito de sentir. Grandes merdas. Ter o direito de escolher e sentir não me faz nada melhor. Só um robô, com uma inteligência artifical e redes neurais melhores que os de latas. Algo que a ciência não consegue imitar por falta de tempo. Algo que a natureza aprendeu com anos e anos de testes. E talvez hoje em dia se arrependa amargamente de ter criado. É… Dia mundial do Meio Ambiente. Outra grande merda.
P.S.: Darwinismo Rulez! Determinismo e Criacionismo não
P.S.: Atrasado? Haha, são seus olhos.
Garrafas quebradas. Uísque pelo chão. Um par de velas sobre a mesa, ambas apagadas. O tapete manchado de vermelho, mal dá pra saber do quê. Você me olha com aquele usual olhar de “A culpa é sua”. Cruza os braços, não quer saber do que tenho para falar. Típico comportamento não verbal. Cruza os braços, pra se fechar pro mundo. Pra se fechar pra mim, pra repetir que a culpa é minha.
Eu fico te olhando tentando achar uma parte nem que seja ínfima de que você também está errada. Não, claro. Você não está errada, só eu. Como sempre. Você está lá, com a mesma cara de sempre, que um dia já me foi bonita, me fuzilando como se eu fosse um molestador. Nada muda, tudo é e sempre será a mesma coisa. Você nunca se importa com as minhas razões, basta pra você o fato de achar estar certa.
Vence de novo. Vesces toda vez que quiseres. Por que sabes que me tens. E mesmo não gostando disso nem um pouco, é assim que as coisas funcionam por aqui. Você estando com a razão ou não, a desculpa sou eu quem peço. Todas as vezes. Todas as malditas vezes em que me olhas com esse jeito morto, esses braços cruzados e o bico trêmulo segurando o choro. Não aguento a culpa do teu choro!
Então que seja do seu jeito. Peço desculpas, aguento teu sermão, sigo calado. Sempre calado. Logo vejo que quanto mais você fala, mais você chora e não seguro. Esqueço as minhas razões, aceito as tuas. Aceito as tuas razões, por que te fazer chorar - só o fato de você chorar - já mostra que a culpa é realmente minha.
Por que as garrafas quebradas, a bebida derramada a gente dá um jeito, isso é fácil. A culpa, se não estancada logo como as feridas são, é que é a fodida.