Camila Marciano

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Eu preciso me foder, pra entender o que eu mesma sinto de verdade. Depois de falar merda, de dizer o que não acha, de erguer a cabeça em um tom presunçoso, de chutar e ser chutada, que eu finalmente entendo. Sinto muito não ter visto tudo isso antes. De ter feito as coisas de forma diferente, antes. De ter te dado um certo valor que você sempre pediu, mesmo nunca tendo dito isso antes. É, eu sei. Culpa minha e do meu orgulho.

Do mesmo jeito que quando eu chutei, vim aqui escrever, desta vez não pode e seria injusto da minha parte, se eu não viesse aqui escrever tumém. Por que é fácil apontar o possível erro alheio, mas assumir o próprio, essa porra é a que dói. Sinto muito. Agora eu vejo que a culpa e a merda é toda minha. Pena que a dor não. Pena que você sente dor comigo. Pena que eu lhe causei essa dor. Pena que é física essa merda também. Sinto muito não ser mais amena, Panço. Sinto muito não ser menos orgulhosa. Sinto muito vários “sinto muito” irônicos que te dei anteriormente. Sinto muito por você me amar (Sério. Amar um bicho do mato feito eu não deve ser lá muito fácil. E obrigada.).

Sinto muito também não ter te escrito mais cartas de amor do que cartas de raiva. Nunca escrevi tudo o que queria te escrever, mas sempre escrevi mais do que disse. E você merecia ouvir. Todas as vezes que ficava me olhando, merecia ter ouvido “Você é a coisa mais importante do meu mundo”. E de fato é mesmo. Eu é que sou uma filha da puta de marca maior, que precisa não de um toque que tá fazendo merda, mas uma porrada. Na cara. Pra tirar sangue. Moralmente falando, digo.

Eu te amo, Wagner Barongello! Eu te amo desculpe, mas eu te amo. Desculpe ter ido falar com você com a desculpa de que eu precisava de ajuda de trabalho (Haha, de um estranho, quase quatro anos mais velho), mas talvez seria algo que eu não conseguisse evitar. Ou conseguisse, mas não queria. Por que gostava de você, já. Ô vida ingrata! Homem nenhum merece conhecer uma futura namorada que usava bonés e chuteiras. Desculpe por isso também. Se bem que naquele dia em especial eu tava sem boné.. Mas de chuteiras… Tava de chuteiras?. E ah! Obrigada por ter ficado de recuperação de história. Se não fosse a sua recuperação… Pode parecer que tô escrevendo em tom de brincadeira, mas não é. Pelo contrário, cá estou eu chorando já. Já não, ainda. Ando melancólica, você sabe.

Ando melancólica por que colocaram a mão no que é meu! E por que quem “colocaram” é visivelmente uma canditda melhor do que eu. Desculpe por você ter apostado suas fichas numa canditada ruim feito eu. ‘Tá, que eu fosse bonitinha anos atrás, conheces bem o ditado “por fora bela viola…”. Mas se não tivessem colocado a mão no que é meu, provavelmente eu nunca acordaria desse maldito transe em que me meti. É, cabeça dura é cabeça dura. Então obrigado a ela. A ela, à menina, não à cabeça dura.

E incrivelmente, mesmo depois de tudo, você ainda tem os braços abertos pra mim. Pra otária aqui. Pelo amor de deus, que esses braços nunca fechem. Sério. Morro por dentro com a hipótese. Mesmo às vezes dando uma de forte e dizendo com o queixo erguido que eu não preciso de você, ou que o que você faz não me afeta ou coisas parecidas, no fundo você deve saber que eu faço isso de mole e de fraca que sou por dentro. De trouxa, antes de tudo. Por que fazer isso com quem se ama chega a ser vil da minha parte. E por mais que eu não saiba demonstrar isso, é a você quem eu amo. Amo, Belly. Amo de doer. Amo de chorar. Amo de me descabelar em raiva de mim mesma por não saber fazer nada diferente além disso. E me descabelar uma segunda vez, por que você não vê que te amo. De tão bicho do mato que sou. Se tão moleque. De tão filha da puta.

Tenho raiva de mim dos outros textos. Dos de protesto em que falei que não me caso e não tenho filhos. Filhos eu não teria por medo. Por que não há lugar melhor no mundo, do que longe dele. Por que eles viriam pra cá pra se foder. Ironicamente, não quero ter filhos, por amor a eles.

 

Fim dessa merda. Não escreverei mais nenhum post. Sinto muito pelo tempo que vocês perderam lendo essa joça. Desculpem aí, seguidores e seguidoras completamente doentes da cabeça, obrigada pelos elogios e talz, mas esse é o fim. E desculpem aí também os que não me seguem, mas me leem periodicamente. E para aqueles que me tem no msn e que falam comigo… Nada pra vocês, vocês tem é problemas.

E Panço.. AMO VOCÊ ENLOUQUECIDA E DESENFREADAMENTE. MESMO DEPOIS DESSES SEIS ANOS. OBRIGADA POR ME AGUENTAR. POR FAVOR, TENTE ME AGUENTAR PELO RESTO DA VIDA E SE CASE COMIGO. E DESCULPE, MAIS UMA VEZ.

Fim dessa porra.

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Posted on Wednesday, June 30 2010.

Camila Marciano Esmaltes mal passados. Duas calças. Calças fodidas, tênis verdes. O bom e velho verde. Problemas para dizer elogios, excesso de palavrões. Excesso de machismo e de "não". Falfa de senso crítico. Uma agressividade tão absurda que chega a ser banal. Um certo jeito pra escrever, nenhuma previsão do futuro. Amor por japonesas e por mussarela. (Café!)

Cap do luigi, um sorriso bobo e um nome.
Camila Marciano.
Pergunte o que quiser. Só não esqueça que eu respondo o que quiser tumém. Submit
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